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O utilitarismo foi criticado e elogiado por diversos pensadores.

Amartya Sen

O filósofo e economista Amartya Sen criticou diversos aspectos do utilitarismo, incluindo a não consideração de princípios nos meios adotados para atingir consequências, limitações do julgamento subjetivo de bem-estar e do uso de uma soma simples como critério de utilidade, sem considerar aspectos internos como a distribuição [1].

Ayn Rand

Ayn Rand, a criadora do objetivismo, comenta sobre o princípio da utilidade ("o maior bem para o maior número") em uma de suas colunas, dizendo que é um dos slogans mais terríveis já impostos sobre a humanidade, dizendo que não tem um significado específico, que não tem uma interpretação benéfica mas que pode ser usado de muitas maneiras para justificar ações viciosas. Menciona a situações em que os interesses da maioria seriam de explorar uma minoria (crítica do problema das minorias), dizendo que justificaria a escravidão, o canibalismo, o linchamento e o Holocausto Nazista, e termina dizendo que o bem pode ser determinado numericamente e não pode ser atingido por meio de sacrifícios de ninguém [2].

Bertrand Russell

Bertrand Russell se manteve próximo de posições utilitaristas ao longo de sua carreira, embora com algumas divergências epistemológicas e meta-éticas a respeito da natureza dos valores morais, e da centralidade do critério de felicidade [3].

Fiódor Dostoiévski

Dostoievski critica o utilitarismo em duas de suas obras, Notas sobre o subsolo, e Crime e castigo. Em Crime e castigo, o autor critica o uso da razão e da ideia de determinismo em oposição a reações emocionais espontâneas nas decisões morais, especialmente pena e compaixão, e o uso de ideias utilitaristas do bem coletivo para justificar interesses egoístas, e relaciona isto a uma degeneração moral da sociedade, que deveria se voltar mais para seu país, suas raízes e para Deus [4]. [1] [2]

Friedrich Nietzsche

Immanuel Kant

Kant critica o raciocínio consequencialista como critério moral por considerar que nenhum tipo de resultado é bom em si mesmo, que o valor de consequências é contingente às suas circunstâncias, e que é a agência humana que dá a um ato qualquer seu valor moral, resultados podem advir de diversos tipos de causas além dos atos humanos e isto não teria valor moral [5].

Kant critica o utilitarismo pela instrumentalização dos indivíduos (crítica da instrumentalização de pessoas), o que vai contra a segunda formulação do seu imperativo categórico, pela escolha arbitrária da felicidade como valor fundamental (a crítica de outros valores ao utilitarismo hedonista), rejeitando o papel indispensável da razão e da liberdade nas ações humanas [6].

João Paulo II

O Papa João Paulo II disse que um perigo do utilitarismo é a tendência a ver pessoas como objetos de uso (crítica da instrumentalização de pessoas), o que poderia levar a tratar pessoas com a mesma descartabilidade que se tratam objetos.

Karl Marx

Marx critica o princípio da utilidade de Bentham numa nota do seu O Capital, dizendo que Bentham faz um trabalho fraco de redução da natureza humana a busca de felicidade, e que a natureza humana precisa ser estudada primeiro e vista na sua primeiro na sua forma geral e depois contextualizada historicamente, e acusa Bentham de ter feito seus juízos a partir de um ponto de vista provinciano, e generalizado de forma absoluta ao passado, presente e futura [7].

Movimento anti-utilitarista nas ciências sociais

[4]

Veja também

Links


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